segunda-feira, junho 28, 2010

O vírus anti - EUA

O MUNDO A SEUS PÉS
Os manifestantes pisoteiam a bandeira
americana em protesto no Paquistão 


Em tempos de paz, o antiamericanismo no Ocidente é uma postura inofensiva, adotada por gente que veste jeans, toma Coca-Cola, come hambúrguer e manda os filhos para os parques da Disney World. Nas conversas dessas pessoas, os americanos são descritos como senhores do mundo mais superficiais, imersos numa cultura consumista e tosca quando comparada aos supostos refinamentos do estilo europeu. Nos dias que se seguiram ao assassinato de milhares de trabalhadores, predominantemente americanos, mas também de dezenas de outras nacionalidades, no ataque terrorista às torres gêmeas em Nova York, o uso político dessa ideologia perdeu a inocência de que habitualmente se reveste. Mal se contaram os mortos nos atentados e já viajava pelo mundo a idéia de que os Estados Unidos foram, em última análise, os causadores da tragédia que se abateu sobre eles. 

 A GUERRA NO CAMINHO
Manifestante solitário ergue um cartaz
pacifista em Los Angeles: oposição começa em casa

Por mais graves que tenham sido os erros e até os crimes cometidos pelos americanos em sua expansão imperial no decorrer do século que se encerrou, as críticas de que foram alvo em demonstrações pelas capitais do mundo na semana passada eram elas próprias um atentado ao bom senso. Em Berlim, 15 000 jovens saíram às ruas para protestar contra os americanos, que já movimentavam suas forças bélicas para atacar os ninhos do terror no Afeganistão. Em Nápoles também houve protestos. Em Atenas, a mesma coisa. No México e na Espanha, esquerdistas picharam muros com o nome e o rosto do terrorista Osama bin Laden, celebrando-o como herói. No Brasil, os protestos foram mal disfarçados em atos pela paz convocados por partidos de esquerda e ONGs no Rio de Janeiro e em São Paulo. Manifestações antiamericanas como essas, num momento de genuína consternação planetária contra o ato terrorista, são intrigantes.
Entre os povos árabes e outras etnias que seguem o islamismo, as causas da aversão aos americanos são mais compreensíveis. A democracia e a modernidade a que se expõem os islâmicos no contato com os Estados Unidos são venenos para as elites locais. Em dois terços dos países islâmicos, os religiosos têm poder de Estado. Os mulás controlam a vida social, política, militar e econômica dos países. Definem comportamentos, estabelecem quem são os inimigos e amigos do país. Nos mais radicais, como o Afeganistão, de onde a televisão e a internet foram banidas, até o tamanho da barba é definido pelo Estado teocrático. "Para os líderes religiosos desses países, a simples existência de uma nação como os Estados Unidos já é assustadora. Mas o pavor mesmo vem do fato de os Estados Unidos não serem uma nação qualquer, mas uma potência hegemônica com interesses econômicos e presença física e militar em regiões islâmicas", diz o professor de filosofia americano Mark Hadley. Num ambiente assim, satanizar os EUA é uma opção política quase natural. Jovens pauperizados e sem esperança de progresso material ouvem dos tiranos que os governam que a causa de sua miséria é externa. Dessa maneira, os governantes árabes colocam nos Estados Unidos a culpa pela própria falta de iniciativa para promover o bem-estar do povo.
Mas como explicar o sentimento de aversão ao modo de vida americano em capitais do Ocidente, onde se realizaram as passeatas da última semana? "O oportunismo das manifestações foi evidente. Mas será que as raízes do ódio aos Estados Unidos penetraram mais fundo do que se imaginava até então?", perguntava a revista inglesa The Economist. Realmente, o luto durou pouco demais. Ele se manteve apenas até o momento em que a formidável máquina de guerra americana começou a exercitar suas garras em frente das câmaras de televisão. Bastou que circulassem as primeiras imagens dos caças F-16 e dos porta-aviões americanos pelas redes de televisão para que o fervor antiterrorista fosse remodelado para uma mobilização contra a guerra de vingança dos americanos. "O número de pessoas que ainda estão chocadas com o atentado é avassaladoramente maior que o daquelas que o viram apenas como mais uma oportunidade de apedrejar os Estados Unidos", escreveu Anatol Lieven, um estudioso americano da Rand Corporation, instituição semi-oficial que há décadas assessora sucessivos governos americanos na área estratégica e foi instrumental durante os anos da Guerra Fria. Mas não se deve invalidar o argumento de Lieven apenas por sua clara filiação ideológica.




 PROTESTO
Jovens em Berlim seguram cartazes com dizeres:
"Parem a guerra. Civilização é genocídio". 
Fazem também a queima da bandeira

A reação antiamericana foi quase instantânea e disseminada por muitas capitais do mundo. Nos países islâmicos, parecia um teatro orquestrado e perfeitamente natural. Fora dessa esfera onde Alá é a bússola dos povos, tinha a aparência de uma erupção deslocada, uma interrupção aos gritos de um processo de luto. A livre discussão das idéias é sempre um oxigênio na vida das nações porque libera pressões modernizantes que de outra forma ficariam represadas. Mas, no caso das manifestações da semana passada, o que se viu em muitos lugares foi a união velhaca de raposas da esquerda e da direita, fazendo seu proselitismo. Sob a mesma pregação contra os valores americanos, estiveram na última semana forças ideologicamente tão distantes quanto as representadas por Jean-Marie Le Pen, um racista declarado, líder da extrema direita francesa, e, por exemplo, parte da intelectualidade engajada do Brasil. Le Pen esqueceu sua plataforma política de ódio aos imigrantes de origem árabe para se entregar à tentação de colocar a culpa dos atentados nas próprias vítimas. "Os atentados são condenáveis, mas a política externa americana danosa está na origem da tragédia", disse Le Pen.

Com ligeiras variações foi o que se ouviu de alguns porta-estandartes da esquerda brasileira e também de representantes indistintos da tolice nacional. Ato terrorista é culpa de terrorista em qualquer país que seja cometido. Em artigo no jornal Folha de S.Paulo, na segunda-feira passada, o historiador Boris Fausto, um dos mais respeitados em seu campo de atividade, escreveu o seguinte: "Depois de apresentar as condolências de praxe, essa gente (círculos nacionalistas e de esquerda) acaba dizendo, até com certo prazer, que os Estados Unidos colhem o que plantaram". Reconhecendo os "erros e barbaridades" da sociedade americana, Boris Fausto ressalta o papel vital dos EUA na preservação da democracia e termina por convocar seu leitor a uma escolha: "Ou será que deveríamos lavar as mãos diante da face sinistra dos mensageiros da morte?".
Primitivo como ideologia de mobilização de massas, o antiamericanismo é um fenômeno que merece reflexão. Ele tem razões psicológicas, econômicas, religiosas, étnicas, geográficas e, certamente, ideológicas. Quase todos os países do mundo com algum peso político expressivo atraem simpatizantes e detratores. A má vontade com os Estados Unidos tem o tamanho de seu poder de maior potência militar e econômica do planeta. Resultou em parte das tensões geradas pela expansão americana, um atrito que se iniciou nas primeiras décadas do século passado e adquiriu velocidade estonteante às vésperas da entrada no terceiro milênio. A globalização econômica também carrega a impressão digital de asiáticos e europeus, mas é percebida quase universalmente como benéfica preferencialmente para os americanos. "O ritmo que a crescente eficiência e a produtividade dos Estados Unidos imprimiram à economia mundial nas duas últimas décadas foi muito forte", diz o economista americano Paul Krugman. "Em muitos países, ele provocou um processo de destruição criativa, que, se foi benéfico por um lado, por outro dilacerou tradições culturais e gerou insatisfações profundas."
A força avassaladora do modelo americano criou sentimentos planetários de insegurança e impotência. No plano econômico, registrou-se uma obsolescência dos parques industriais de alguns países na confrontação com modelos mais eficientes de produção de riqueza. Mercados antes protegidos foram inundados por produtos mais baratos e melhores que aqueles fabricados localmente. O movimento de globalização gerou prosperidade e eficiência econômica sem precedentes para muitas nações, e não apenas para os Estados Unidos. Mas, ao enfraquecer setores industriais tradicionais de economias retardatárias, gerou também muita insatisfação. No campo político, muitos países sentiram minada a própria soberania, à medida que o foco de muitas decisões importantes se transferia para Washington e Wall Street. Até nações poderosas acusaram o golpe dessa guinada de poder em direção aos Estados Unidos. "Quanto mais fortes eles ficam, mais estrondosa será a queda. Todo império termina em espetáculo", escreveu no The Times de Londres Matthew Parris, político do partido conservador inglês.



MISTÉRIO HOLANDÊS
A imagem acima foi apreendida por policiais holandeses
numa escola para crianças islâmicas: ela ilustra um
calendário feito no começo do ano. Os dizeres 
em árabe: "Com ajuda de Alá morrerei por Alá"

 
De um lado é típico dos impérios, em todos os tempos, atrair desafiantes ousados e doses cavalares de antipatia. Foi assim com os romanos na Antiguidade e com a própria Inglaterra. Por outro lado, é curioso que potências que exerceram ou exercem seu poder de modo muito mais discricionário que os Estados Unidos não tenham atraído tanta antipatia das classes bem pensantes do mundo civilizado. A União Soviética despencou sobre si mesma numa implosão monumental de ineficiência e soberba sem que seus crimes hediondos tenham gerado metade da exasperação que a presença americana no mundo desperta. Hoje em dia, a própria China, um regime ditatorial expansionista, só pareceu incomodar o universo das "classes conversadoras" por ocasião do massacre de estudantes na Praça da Paz Celestial, em Pequim, no ano de 1989.
Não existem impérios inocentes. Nenhum país chega à posição de líder guindado pela ingenuidade. Os Estados Unidos com freqüência são ainda arrogantes e até hipócritas. As posições recentes dos americanos renegando acordos internacionais de proteção ecológica, como o de Kioto, aliadas ao fato de serem eles os maiores produtores de gases poluentes do planeta, certamente não atraem simpatia. A recusa em bancar suas obrigações financeiras como membros da Organização das Nações Unidas, a ONU, soa para muita gente como um desprezo para com a comunidade internacional. A nação mais rica do planeta não pode alegar falta de recursos nesse caso. É um tapa na diplomacia mundial o governo americano levar criminosos de guerra a tribunais internacionais, como fez recentemente com o ex-presidente da Iugoslávia Slobodan Milosevic, ao mesmo tempo que veta o direito de outros países e organismos internacionais de processar seus próprios cidadãos. Ações como essas causam ressentimento. Mas seriam elas suficientes para atrair um atentado terrorista da magnitude do que destruiu as torres gêmeas? Só da perspectiva de lunáticos. Também não se pode sacar uma justificativa da conta de ressentimentos acumulados em meio século de Guerra Fria. Foi um período de ódios e transgressões, no qual o império soviético sempre se destacou como muito mais ousado em suas investidas contra a soberania de outros países.
Há provavelmente alguns sentimentos mais simples, menos reflexivos, na gênese do antiamericanismo que se observa nos salões dos letrados. "O antiamericanismo em Paris e Londres é resultado de um pouco de irracionalidade, modismo e ignorância mesmo", diz o inglês Bryan Appleyard, autor de um artigo sobre o tema publicado pelo jornal londrino The Sunday Times e reproduzido no Brasil pelo jornal Estado de S. Paulo. Pode-se acrescentar outro ingrediente, a inveja pura e simples. Como lembra Appleyard, os Estados Unidos atualmente têm mais escritores, músicos e pensadores de projeção mundial do que todos os países da Europa. A cultura americana é dominante no mundo. E não apenas a cultura pop. "Os americanos são hoje os mais inteligentes, mais educados e cultos povos do planeta", escreveu o articulista inglês. "São pelo menos trinta as universidades americanas onde nossos melhores e mais brilhantes alunos seriam considerados apenas medianos." Ele diz que o antiamericanismo se alimenta também da memória seletiva de seus cultores. Eles não deixam os pecados do passado morrer de velhos. Ao mesmo tempo, nunca se lembram das grandes conquistas humanitárias dos EUA no passado. Foram os caipiras da América que em três oportunidades no século que passou salvaram a refinada civilização européia do caos. Na I Grande Guerra, as tropas do general Pershing desempataram uma cruel luta de trincheiras em que toda uma geração de jovens europeus apodrecia entre o tifo e a gangrena. Na II Guerra, libertaram primeiro a França e a Itália e depois toda a Europa do nazi-fascismo. Em seguida, financiaram a reconstrução do continente com o Plano Marshall. Antes que o século acabasse, os americanos liquidaram, sem violência, outro regime bárbaro, o comunismo soviético. Claro que tais feitos não concedem imunidade eterna aos Estados Unidos. Pelo mesmo raciocínio, também seus erros passados não deveriam pairar sobre eles como uma condenação perpétua. Ao menos na hora do luto.



Por: Tuany Dutra





Explosão de mercado

Nos Estados Unidos, nunca tantos leram tanto sobre um único acontecimento


Os ataques terroristas em Nova York e Washington transformaram em best-sellers livros antes relegados ao fundo das prateleiras, provocaram relançamentos e, principalmente, deram novo alento a um segmento que andava meio desprestigiado: o dos livros instantâneos. Tradição nos Estados Unidos, essas obras costumam surgir a reboque de fatos quentes do noticiário. Chegam às livrarias em tempo curtíssimo, para desvendar os bastidores de uma história ou explicar determinados pontos do que está sendo discutido nos jornais. Hoje, 3.000 títulos relacionados aos acontecimentos de 11 de setembro disputam espaço nas vitrines americanas, uma coleção que, empilhada, teria os 90 metros da Estátua da Liberdade. São livros sobre islamismo, sobre grupos terroristas e até manuais de auto-ajuda que ensinam a encarar a tragédia. Doze deles encontraram espaço na lista de best-sellers do jornal The New York Times, entre os quais Taliban, do jornalista paquistanês Ahmed Rashid, e Report from Ground Zero, escrito por Dennis Smith, bombeiro que participou dos resgates no WTC. Ambos atingiram o segundo posto do ranking.


A última vez que o fenômeno de livros instantâneos sacudiu o mercado americano foi em 1997, com a morte da princesa Diana. Mas os números não chegaram nem perto dos atuais. Na época, 270 obras sobre Lady Di foram escritas ou relançadas. Em 1998, as editoras tentaram surfar no escândalo sexual protagonizado pela estagiária da Casa Branca Monica Lewinsky e pelo então presidente Bill Clinton. Nenhum dos 26 títulos produzidos chegou a estourar. Alguns especialistas consideram que esse filão editorial foi inaugurado em 1871, quando um incêndio catastrófico em Chicago ensejou o aparecimento de vários relatos, despejados às pressas no mercado. Para outros, contudo, esse é apenas um caso isolado. O primeiro livro instantâneo moderno, produzido no contexto de uma indústria editorial já massificada, teria surgido em setembro de 1964, com a publicação em brochura do Relatório Warren, sobre o assassinato do presidente John Kennedy. Vendeu 1,7 milhão de cópias, um sucesso absoluto. Os livros instantâneos que gravitam em torno dos ataques terroristas representaram, em 2001, 5% dos lançamentos do mercado editorial americano, um colosso que movimenta 27 bilhões de dólares por ano. No Brasil, esse tipo de livro é inviável. "Como por aqui as tiragens são pequenas, o investimento feito numa obra de ocasião não daria retorno", observa Luciana Villas Boas, diretora editorial da Record.




Por: Tuany Dutra

Os documentos necessários para obtenção do visto



Todo solicitante deve levar:
  • Página de confirmação do preenchimento online do formulário DS-160;
  • passaporte válido por pelo menos seis meses a partir da data de viagem;
  • uma foto 5x5cm (ou 5x7cm), com fundo branco, tirada há, no máximo, seis meses; e
  • comprovante de pagamento da taxa de solicitação de visto (no valor equivalente em reais), a qual deverá ser paga com antecedência numa agência autorizada do Citibank.

Atenção: O caixa do Citibank que emitir o recibo de pagamento da taxa de solicitação de visto deve escrever o nome e o número do passaporte do solicitante no recibo. Recibos emitidos sem o nome e o número do passaporte do solicitante não serão aceitos.
O formulário de solicitação de visto DS-160 deve ser preenchido eletronicamente e a página de confirmação deve ser impressa antes da entrevista.
Além dos documentos descritos acima, os solicitantes para certas categorias de visto deverão trazer documentos especificos relacionados a esses vistos, como a seguir:
  • Solicitantes a visto de estudante e participantes de programas de intercâmbio devem apresentar tambem o formulário I-20 (para vistos F ou M) ou DS-2019 (para vistos J) válidos, preenchidos e assinados, assim como a página de confirmação do preenchimento do formulário DS-160  e comprovar que possuem capacidade financeira para pagar pelos estudos e hospedagem. Todos os solicitantes dessas categorias precisam apresentar o recibo demostrando que completaram seu registro no sistema SEVIS (sistema de registro do Departamento de Segurança Nacional). Solicitantes que pretendem estudar em escolas públicas do segundo grau (High Schools) nos EUA com visto F-1 (e formulário I-20) devem apresentar documentação adicional para estudantes nessa categoria. Os intercambistas que vão participar especificamente de programas de estágio ou treinamento que foram aprovados a partir do dia 19 de julho de 2007(veja o campo 9 no formulário DS-2019), deverão trazer o “Training/Internship Placement Plan” (formulário DS-7002, T/IPP) preenchido. Existem ainda outros novos requisitos. Clique aqui.
  •  Solicitantes a visto de trabalho devem trazer a petição de visto de trabalho aprovada pelo Departamento de Segurança Nacional (DHS, antigo Serviço de Imigração e Naturalização INS), além dos documentos que levaram à aprovação da petição de trabalho.  Os que estiverem renovando seus vistos devem apresentar também evidência da continuidade do trabalho com a empresa. Se estiverem mudando de empregador devem apresentar a oferta de trabalho recente.
  • Empregados domésticos/babás que estejam solicitando um visto para acompanhar seus empregadores deverão apresentar um contrato de trabalho com uma via em inglês e outra em português (uma via de cada), assinados pelo empregador e o empregado. Para mais informações favor verificar a página de Perguntas Freqüentes

Documentos Adicionais
De acordo com a Lei de Imigração e Naturalização dos EUA, todos os solicitantes devem mostrar que possuem fortes vínculos com seu país de residência e que pretendem deixar os Estados Unidos após uma visita temporária. Embora não exista nenhuma lista de documentos específicos a serem apresentados para demostrar vínculos fortes fora dos EUA, muitos solicitantes gostariam de trazer documentos adicionais para demostrar tais vínculos.  Tais documentos podem incluir os seguintes:
  • Carteira de trabalho, declaração de imposto de renda da pessoa física, contracheques, certidão de casamento/nascimento, extratos bancários, documento de carro, documento de bens, declaração da escola, declaração do empregador, e, no caso de empresários ou socios, imposto de renda da pessoa jurídica, certidão recente do CNPJ, et cetera;
  • Passaportes vencidos assim como passaportes atuais e vencidos de outras pessoas que irão viajar com você, especialmente se forem membros da família.  Passaportes atuais e vencidos para membros da familia ainda que não estejam viajando com você pdem ajudar, também.  Se você for renovar seu passaporte e acredita que o passaporte antigo poderá ser retido pela Policia Federal é aconselhavel que tire uma cópia completa do passaporte antigo antes de solicitar o novo, e que traga a cópia à entrevista;
  • Qualquer visto americano anterior contido no seu passaporte atual ou vencido, ou uma cópia do mesmo, especialmente se você estiver renovando o visto por outro do mesmo tipo que ainda esteja válido ou que tenha expirado há menos de 12 meses (através de programas de renovação de vistos);
  • Se uma terceira pessoa irá custear a sua viagem seria importante trazer documentos que comprovem os vínculos que esta pessoa ou organização têm fora dos EUA, tanto como os documentos que comprovem os vínculos do solicitante ao país de residencia.  Os mesmos tipos de documentos recomendados acima para solicitantes podem ser trazidos para os patrocinadores da viagem.  No caso do patrocinador ser baseado nos EUA (por exemplo, uma organização com sede nos EUA, um cidadão americano, ou um residente permanente legal nos EUA), poderá ser mais difícil a comprovação de vínculos fora dos Estados Unidos (favor visitar a página com Perguntas Freqüentes).

É importante notar que se o Oficial Consular pede documentos como os mencionados acima sem você trouxer, é possível que você tera que voltar em outro dia com os mesmos.  Além disso, em determinados casos, o Oficial Consular poderá requisitar documentos que não estejam mencionados no website para possibilitar a comprovação de vínculos suficientes.

Por: Caroline Burity

Passo a passo para o visto americano



  Se você planeja viajar aos Estados Unidos e precisa solicitar o visto pela primeira vez (conforme matéria públicada no jornal questão de ordem, o visto de turista para os EUA, é de dez anos, desde de maio de 2010) OU quer renovar um visto que ainda esteja válido ou que tenha expirado há menos de 12 meses, deve seguir os seguintes passos:
Pague a taxa de R$38,00. Essa taxa é obrigatória e permitirá que faça o seu agendamento para a entrevista e tenha acesso à informações gerais. O pagamento dessa taxa pode ser feito atraves do website visto-eua.com.br ou do telefone (21) 4004-4950 da central de agendamentos do Serviço de Informações de Vistos de acordo com sua conveniência.
  1. Obtenha as informações e faça o seu agendamento através do website visto-eua.com.br ou do telefone (21) 4004-4950
  2. Preencha o formulário de solicitação de visto DS-160
  3. Pague a taxa de solicitação de vistos no Citibank, em espécie e apenas em Reais.
  4. No dia da entrevista compareça à Embaixada ou ao Consulado com a página de confirmação do formulário DS-160, uma foto 5x5 ou 5x7 cm e os documentos recomendados.
  5. Dependendo do tipo de visto, pode ser que você precise pagar uma taxa extra. Se esse for o caso e seu visto for aprovado, você deverá pagar essa taxa, imediatamente após a entrevista, no Caixa da Embaixada ou do Consulado. O valor dessa taxa dependerá do tipo de visto solicitado e de sua cidadania. O pagamento pode ser feito em espécie (dólares ou reais) ou cartão de crédito internacional.
  6. Pague a taxa de envio de seu passaporte ao serviço de entrega expressa antes de sua saída da Embaixada ou Consulado. 



Por: Caroline Burity

O Bin Ladem que é coisa nossa

                                                                                                          Fonte: Ministry of Information - Foreign Information
Jidá: o cônsul honorário do Brasil na cidade 
saudita é irmão do terrorista Osama



Na charmosa Jidá, chamada na Arábia Saudita de "jóia do Mar Vermelho", o Brasil é representado por um irmão do terrorista Osama bin Laden. Desde 1988, o empresário saudita Khalil Mohamed bin Laden é cônsul honorário do Brasil na cidade. Ele recebeu a nomeação na época em que José Sarney era presidente da República, graças aos bons serviços prestados a brasileiros de passagem por Jidá – atuava como uma espécie de cicerone. Sua simpatia pelo Brasil se deve ao fato de ser casado com uma maranhense, Isabel Cristina Bayma, a quem conheceu quando ambos estudavam numa universidade americana. Em 1998, Khalil bin Laden foi condecorado com a Ordem do Rio Branco. 

Khalil tem ojeriza ao irmão Osama. "Ele costumava dizer que na família dele tinha de tudo, inclusive um louco que era fanático religioso", lembra o diplomata Luís Vilarinho Pedroso, que o conheceu quando servia na Arábia Saudita, entre 1989 e 1993. Ao contrário do irmão, Khalil não tem nada de antiamericano. Mantém negócios nos Estados Unidos, para onde viaja com freqüência. Na semana passada, em seu escritório em Jidá, informava-se que o empresário se encontrava em férias em Orlando, a cidade da Flórida que abriga a Disney. Um de seus hobbies é estudar a biografia de milionários americanos. Khalil vem ao Brasil pelo menos uma vez por ano, acompanhado da mulher. Ela tem poucos amigos e familiares por aqui. Nascida em Codó, interior do Maranhão, Isabel passou grande parte da vida nos Estados Unidos. Sua mãe era casada em segundas núpcias com um americano.
Khalil bin Laden leva muito a sério sua posição de cônsul honorário. Mantém uma "embaixada informal" do Brasil em Jidá (a oficial fica na capital, Riad), que funciona num escritório pertencente a uma de suas empresas. O lugar exibe a bandeira brasileira hasteada e tem um funcionário permanente, que o saudita paga do próprio bolso. Khalil também é conhecido pela gentileza. O diplomata Luís Vilarinho conta que ele ofereceu navios de sua empresa para que famílias brasileiras deixassem o Oriente Médio na época da Guerra do Golfo. Mais recentemente, em 1999, um navio-escola do Brasil aportou em Jidá e os aspirantes a marinheiros mostraram interesse em conhecer a cidade. O comandante proibiu, porque estrangeiros andando em grupo costumam ser malvistos na Arábia Saudita. O caso foi levado a Khalil, que colocou à disposição dos marujos uma frota de ônibus pertencente ao Binladin Group. Graças a essa providência, os rapazes da Marinha puderam fazer um city tour.


 Por: Tuany Dutra

O Che Guevara do Islã

O saudita Osama bin Laden, provável mentor de uma tragédia anunciada, é a encarnação do mal para os americanos. Mas boa parte do mundo muçulmano o considera um ídolo


                                                                                                                                       
                                                                                                                                        Foto: Divulgação
BIN LADEN, O LÍDER
A organização do terrorista mantém células
em dezenas de países e conta com 3 000 militantes 
dispostos a tudo

Em 1995, agentes americanos capturaram no Paquistão o terrorista kuwaitiano Ramzi Yousef, apontado como o idealizador do atentado a bomba ao World Trade Center dois anos antes, que resultou na morte de seis pessoas. Ao chegar aos Estados Unidos, Yousef foi vendado e colocado em um helicóptero que o levaria de volta a Nova York, onde seria interrogado e formalmente indiciado pelo crime que cometera. No momento em que as torres gêmeas do World Trade Center surgiram, brilhantes, no horizonte noturno, um dos policiais tirou a venda do terrorista e disse: "Olhe lá, elas ainda estão de pé". Yousef respondeu: "Elas não estariam se eu tivesse dinheiro e explosivos suficientes". O episódio, também usado para abrir uma reportagem recente da revista Newsweek, está relatado originalmente no volume The New Jackals: Ramzi Yousef, Osama bin Laden and the Future of Terrorism (Os Novos Chacais: Ramzi Yousef, Osama bin Laden e o Futuro do Terrorismo), do jornalista inglês Simon Reeve, especialista no assunto. Esse e outro livro, a biografia Bin Laden – The Man who Declared War on America (O Homem que Declarou Guerra à América), escrita por Yossef Bodansky, estudioso do terrorismo há 25 anos, tornaram-se best-sellers nos Estados Unidos na semana passada. Ambos foram lançados em 1999, mas ninguém lhes deu muita atenção na época. Foi um erro. A leitura desses livros transforma a impressão em certeza: os atentados em Nova York e Washington eram uma tragédia anunciada. Ramzi Yousef não tinha os meios para pôr abaixo o World Trade Center, mas o saudita Osama bin Laden, sim. Não foi precipitado apontá-lo na primeira hora como o provável cérebro por trás da infâmia do dia 11 de setembro. Desde meados da década de 90, os serviços secretos do Ocidente já formulavam a hipótese de que ele planejava uma ação grandiosa em território americano. Ensaios não faltaram. Em 1998, quando o então presidente Bill Clinton mandou que a Marinha bombardeasse o Sudão e o Afeganistão, em represália aos ataques às embaixadas americanas no Quênia e na Tanzânia, que deixaram um saldo de 224 mortos, o alvo principal era Osama bin Laden. Oitenta mísseis Tomahawk atingiram os dois países, mas nenhum infligiu sequer um arranhão a Laden. Numa rede de rádio clandestina, ele comemorou: "Graças a Alá, estou vivo!". Depois disso, uma estranha letargia parece ter tomado conta da agência de informação americana, a CIA, e do FBI, a polícia federal dos Estados Unidos. Quanto a Laden, embrenhou-se ainda mais nas cavernas escavadas nas montanhas do Afeganistão, de onde continuou a coordenar seu bando.
                                           
                        Fotos: AP

BIN LADEN, O HERÓI
Assim como a do guerrilheiro comunista Che Guevara,
a imagem do terrorista saudita está estampada em camisetas, 
pôsteres e folhetos, que celebram os seus "feitos".
No pôster acima à esquerda, Bin Laden é chamado de "Guerreiro do Islã" 


Milhões de pessoas ficaram chocadas com as imagens de alguns grupos muçulmanos comemorando os ataques ao World Trade Center e ao Pentágono. Outro espanto foi verificar que, em diversos países do Oriente Médio e adjacências, Laden é considerado um herói. O Che Guevara do Islã. Assim como o revolucionário comunista, o terrorista tem seu rosto e frases estampados em pôsteres e camisetas. Sua fama e popularidade, porém, não surgiram da noite para o dia. Laden foi ampliando sem parar seu círculo de veneradores desde 1979. Naquele ano, ele deixou a Arábia Saudita, onde gozava de confortos nababescos como integrante de uma das famílias mais ricas do país, para lutar no Afeganistão ao lado dos mujahidin, os guerrilheiros muçulmanos que combatiam os invasores soviéticos. "Osama não apenas deu seu dinheiro, como doou a si próprio. Saiu do palácio onde morava para viver com camponeses afegãos e guerreiros árabes. Cozinhava com eles, comia com eles, cavava trincheiras com eles. Esse é o seu jeito de ser", conta um ex-companheiro de batalhas do terrorista. Dono de uma fortuna pessoal hoje estimada em 270 milhões de dólares, Laden também seduzia por outros motivos. Pagava 200 dólares a cada homem que se dispusesse a lutar a seu lado, segundo disse um ex-general russo ao jornal Washington Post. No início da luta no Afeganistão, ele tinha somente 22 anos (tudo indica que nasceu mesmo em 1957). Mas seu destemor na frente de batalha, aliado à conta bancária polpuda, logo o converteu em um dos comandantes da resistência muçulmana. Ele também impressionava pela sua figura ascética – tem entre 1,92 e 1,97 metro de altura e pesa 72 quilos, segundo registra a ficha no FBI –, que emoldurava um discurso de ódio temperado com imagens poéticas e proferido sempre em voz suave. "Suas palavras soam como bons conselhos de um velho tio", compara o jornalista americano John Miller, que o entrevistou para a rede de televisão ABC. Uma das maiores glórias de Laden no Afeganistão foi, ironicamente, uma derrota. Em 1987, Laden e seus soldados penetraram na localidade de Shaban e sustentaram durante horas uma luta ferocíssima com os soviéticos. Sofreram baixas pesadas, tiveram de retirar-se, mas a ação virou um marco na história da resistência afegã. O fuzil Kalashnikov que o saudita carrega para todo lado teria sido capturado de um general russo morto em Shaban. Pelo menos essa é a versão que Laden faz questão de alardear.
  
                                                Foto: AP
BIN LADEN, O VILÃO
Nos Estados Unidos, ele sucedeu a Saddam Hussein 
como inimigo público número 1. Num jogo de beisebol,
um lençol estampava uma promessa de vingança:
"Osama bin Laden, churrasco na sua casa. Nós entregaremos"



Em 1989, depois que a União Soviética se retirou derrotada do Afeganistão, Osama bin Laden voltou para o país natal. Foi recebido como celebridade na Arábia Saudita governada pelo rei Fahd. Passou a falar em mesquitas e a ser recebido em encontros privados com gente graúda. Alguns de seus discursos, registra o biógrafo Yossef Bodansky, foram gravados em fitas cassete que ultrapassaram as 250.000 cópias vendidas. Em suas falas, descrevia o triunfo do Islã no Afeganistão sobre a "superpotência infiel" e exortava os sauditas a seguir fielmente os preceitos do Corão, porque tal era a condição para que a Nação Islâmica alcançasse a vitória final. O discurso de Laden ecoava o pan-islamismo, a doutrina pela qual os muçulmanos devem unir-se para libertar seus países da influência ocidental e, assim, abrir caminho para a tarefa de converter o mundo à fé islâmica. O pan-islamismo tem por base o fundamentalismo, cujas raízes remontam ao século XII. Nessa época, os califados, sentindo-se ameaçados pelas cruzadas cristãs, militarizaram-se ao extremo. E, para evitar divisões internas, impuseram a suas populações a obediência literal aos mandamentos legados pelo profeta Maomé.
Quase 800 anos depois, no início da década de 70, a extraordinária riqueza proveniente dos petrodólares fez com que muitos países islâmicos do Oriente Médio se abrissem à influência ocidental. Nesse contexto, renasceu a reação fundamentalista, da qual Osama bin Laden se transformaria em uma das expressões mais bem acabadas. Em 1989, o radicalismo do herói da campanha afegã não assustava a monarquia saudita. A família real achava que podia controlá-lo e usar a sua popularidade como um freio aos que eventualmente imaginassem que a ocidentalização poderia ir além do limite do cosmético e chegar ao campo mais profundo da política. Para incrementar a imagem de idealista, o recém-tornado Laden mudou-se para um apartamento modesto e voltou a trabalhar no conglomerado criado por seu pai, Mohamed bin Laden, que morrera pouco antes de o décimo sétimo de seus 52 filhos ir para o Afeganistão.
O SBG, Saudi Binladin Group, é um gigante que abarca um patrimônio avaliado em 5 bilhões de dólares. Atua nos ramos da construção, das telecomunicações e da informática, entre outros. Tem escritórios na França, Inglaterra, Suíça e Estados Unidos e representa várias marcas estrangeiras em seu país. Alguns produtos do grupo Disney, por exemplo, são lançados na Arábia Saudita pelo SBG. A confiança depositada pelo rei Fahd em Osama estava em parte ancorada na ótima relação que ele mantinha com os Bin Laden. Foi a casa real que, nos anos 70, incumbiu o patriarca da família de restaurar o santuário da Caaba, em Meca, o principal centro de peregrinação muçulmano. Já doente, Mohamed viu nisso um sinal divino e reaproximou-se do islamismo. O surto místico do pai calou fundo no jovem Osama, que andava influenciado pelas perorações de um professor seu na Universidade de Jidá, onde estudava engenharia. O professor se chamava Abdullah Azzam e era uma espécie de ideólogo do pan-islamismo. Quando a União Soviética invadiu o Afeganistão, Azzam interpretou o fato como um chamado de Alá, abandonou o emprego na universidade e foi lutar ao lado dos afegãos. Laden juntou-se a ele.
                                                              
                                                                                                 Foto: Divulgação                         
BIN LADEN, O RELIGIOSO
O saudita se converteu ao fundamentalismo islâmico nos anos 70. 
Marcou-o especialmente o fato de seu pai ter sido chamado para restaurar
o santuário da Caaba, em Meca, o mais importante centro de peregrinação dos muçulmanos


 As divergências de Laden com o clã real saudita começaram em 1990, um ano depois de seu retorno ao país, com a invasão do Kuwait pelas tropas do iraquiano Saddam Hussein. Os governantes sauditas temiam uma agressão do Iraque e Laden ofereceu seus préstimos de guerreiro ao rei Fahd. Disse que mobilizaria os "árabes afegãos", os veteranos da guerra contra a União Soviética, em defesa da Arábia Saudita. Em troca, Osama queria a promessa do rei de que "os infiéis ocidentais" não pisariam em "solo divino". Ou seja, de que não haveria tropas americanas no país que abriga as cidades sagradas de Meca e Medina. Fahd, no entanto, ignorou a oferta. O território de seu país hospeda até hoje soldados americanos. Irritado com a decisão do rei, Laden passou à oposição. Ao mesmo tempo que criticava o Iraque pela invasão do Kuwait, ele lançava condenações à presença de forças dos Estados Unidos e de outras nações ocidentais na Arábia Saudita. Tentou orquestrar um boicote a produtos americanos. "Ao comprar bens produzidos nos Estados Unidos, nos tornamos cúmplices do assassinato dos palestinos. As companhias americanas lucram milhões no mundo árabe e, em cima desse montante, pagam impostos ao seu governo. Os Estados Unidos usam esse dinheiro para enviar 3 bilhões de dólares por ano a Israel, que os usa para matar palestinos", discursava. Como seus ataques estavam cada vez mais virulentos, Laden foi convidado a deixar o país em 1991. Sua família, ocidentalizada até o último dólar, também rompeu relações com ele. A carreira de terrorista começava ali. Sua primeira base de operações foi o Sudão, onde permaneceu por cinco anos, até ser banido por pressão americana e transferir-se para o Afeganistão. Nas montanhas afegãs, ele não dorme duas noites seguidas no mesmo lugar. Consta que entre os guarda-costas de Laden há um filho seu. O rapaz estaria encarregado de matar o pai, se este estiver na iminência de cair em mãos inimigas. O terrorista cultiva relações estreitíssimas com o regime Talibã. Uma de suas quatro esposas é filha do mulá Mohamed Omar, o misterioso governante afegão que jamais foi fotografado ou filmado. À frente da organização Al Qaeda ("A Base", em árabe), Laden opera uma rede internacional de mais de 3.000 homens dispostos a tudo, espalhados por dezenas de países ao redor do mundo. Ela se estrutura em células que mantêm relativa autonomia. De acordo com o autor Yossef Bodansky, a Al Qaeda é especialmente forte no Afeganistão, Paquistão, Sudão, Iêmen, Somália, Bósnia-Herzegóvina, Tadjiquistão, Chechênia e Albânia. Nos últimos tempos, ela viu seus tentáculos esticarem na região do Golfo Pérsico. O entusiasmo dos muçulmanos por Laden aumenta a cada ameaça ou manifestação de repúdio americanas. Foi o que se viu após os atentados em Nova York e Washington. "Com a explosão no World Trade Center, em 1993, Ramzi Yousef tornou-se uma das mais conhecidas personalidades muçulmanas. Eu o vejo como um muçulmano que defendeu o Islã da agressão americana. O mundo verá muitos jovens seguirem o caminho de Ramzi Yousef", disse Osama bin Laden em 1998, na entrevista à rede de televisão ABC. A tragédia estava mesmo anunciada.


Por: Tuany Dutra